A iniciativa integra uma série de ações da Escola em homenagem ao centenário do artista

Pessoa usando máscara e luvas, vestida com camiseta amarela do Governo do Ceará, manuseia ferramentas para examinar ou restaurar uma escultura de metal enferrujada, em ambiente interno de trabalho cultural.
O trabalho de restauro é feito por etapas, incluindo o desenvolvimento de um mapa de danos, higienização e, por fim, a etapa das intervenções restaurativas (Foto: Paulo Marcelo Freitas/EAOTPS)

Em comemoração ao centenário do nascimento do escultor e artista plástico cearense Zé Pinto (1925-2004), os alunos do Curso de Conservação e Restauração de Bens Patrimoniais da Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho (EAOTPS) iniciaram o trabalho de restauro de 15 esculturas do artista. As peças pertencem ao acervo da Prefeitura de Fortaleza, além de coleções particulares.

O trabalho de restauro, coordenado pelo professor conservador restaurador Antonio Vieira, é feito por etapas, incluindo o desenvolvimento de um mapa de danos, higienização e, por fim, a etapa das intervenções restaurativas. O curso teve início em 12 de janeiro, devendo ser concluído no final de fevereiro. Ao todo, 15 alunos participam da formação. “O trabalho do Zé Pinto possui uma relevância cultural e criativa, transformando em arte o que era considerado descartável. Restaurar sua obra é uma forma de manter vivo seu legado e inspiração, especialmente junto ao público mais jovem”, afirma Maninha Morais, gestora executiva da EAOTPS.

Em março deste ano, a Escola vai promover uma exposição em homenagem ao centenário do artista, celebrado em 2025. Além das esculturas que estão sendo restauradas, a exposição reunirá obras que utilizam as técnicas do Bordado e da Gravura, desenvolvidas pelos alunos do equipamento. A exposição integrará a programação da Mostra Fazendo Artes, Aprendendo Ofícios, que acontece todos os anos no equipamento.