
A diretora-presidente do Instituto Dragão do Mar (IDM), Rachel Gadelha, é uma das representantes do Brasil no Encontro Cidades e Culturas na Ibero-América, realizado de 18 a 21 de setembro, em Bogotá, na Colômbia. O convite foi feito a 120 lideranças culturais da região, sendo apenas dez do Brasil, o que reforça a relevância de sua presença no debate internacional.
O encontro reúne gestores, pesquisadores e representantes de instituições culturais de diversos países para discutir políticas culturais e o papel da cultura na construção de cidades mais inclusivas e sustentáveis. Sua participação também se conecta a um movimento estratégico, amadurecer reflexões e articulações que irão contribuir para o Mondial Cult 2025.
A abertura da programação aconteceu na quinta-feira (18), no Teatro Jorge Eliécer Gaitán, com a presença de mais de 300 líderes culturais de 22 países. A cerimônia contou com palestras, entrevistas ao vivo, interações digitais, perguntas abertas e painéis, dedicados a estimular conversas significativas, semear ideias e construir relacionamentos entre pessoas, projetos, organizações e cidades.
Nos dias seguintes, o encontro promoverá sessões exclusivas para lideranças ibero-americanas, painéis temáticos em diálogo com experiências de Bogotá e de outros países, diálogos locais e encontros de jovens, com o objetivo de gerar propostas de gestão compartilhada do conhecimento e ação cultural. O encerramento, no domingo (21), incluirá passeios pelos principais projetos culturais da cidade, como o Museu da Cidade Autoconstruída, a Biblioteca Pública El Mirador, o Corredor Ilimaní e o Distrito Criativo do Bronx.
Feito por cearenses, conectado ao mundo
A participação do IDM reafirma a trajetória como uma instituição que integra cultura, cidadania, desenvolvimento territorial e inclusão em suas práticas. Entre os exemplos estão iniciativas como o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, que se consolidou como referência nacional em acesso democrático à arte; a Escola Porto Iracema das Artes, dedicada à formação e profissionalização de jovens artistas; o Cineteatro São Luiz, que amplia o acesso ao audiovisual e às artes cênicas; além de programas voltados para o Cariri e para o interior do Ceará, que fortalecem identidades locais e estimulam a economia criativa como vetor de desenvolvimento.
Ao longo de sua história, o Instituto tem buscado impactar não apenas o acesso à arte e à cultura, mas também a forma como territórios se desenvolvem e se conectam, reforçando o papel da cultura como motor de transformação social.
“Participar de um fórum como este amplia nosso olhar sobre as políticas culturais e fortalece nossa capacidade de propor soluções inovadoras no Brasil. O Instituto Dragão do Mar, em parceria com o Governo do Ceará, tem construído uma experiência de gestão em rede e compartilhada, que conecta eficiência, diversidade e impacto social. Levar essa prática para um espaço internacional significa também reafirmar a cultura como motor de cidadania, inclusão e desenvolvimento”, afirma Rachel Gadelha, diretora-presidente do Instituto.
A presença do IDM reforça o protagonismo brasileiro em discussões internacionais sobre cultura e urbanismo, estimulando a troca de experiências e o fortalecimento de parcerias com instituições e gestores culturais da Ibero-América.
